header image
Conferência de Imprensa
24-Mar-2009 às 00:00

O PS local, como partido do verniz, estalou.

O PS da Figueira andou a atirar pedras a telhados alheios, esquecendo-se que o seu é quase todo de vidro. Muitos falavam, sempre no recato dos corredores, poucos o assumiam publicamente.

Pela enorme gravidade das afirmações públicas do autarca de Buarcos e pelo seu alcance na vida da Freguesia e do concelho, queremos repudiar veementemente, a pressão e a repreensão feita pela estrutura local do PS aos seus autarcas, questionando-os por estarem presentes em acções públicas e de visita oficial de membros do seu próprio governo, numa atitude deselegante e institucionalmente criticável e exigindo-lhes, como foi afirmado, que contratem militantes do seu partido, demitindo outras pessoas, para funções pagas por todos nós. De igual forma, pelo evidente controlo prévio confessado, no que ao apoio do governo diz respeito, em relação às associações e colectividades, filtrando e decidindo quem tem direito e ao que tem direito.

O comportamento do PS é lamentável e inqualificável, numa acção controleira dos seus autarcas, na satisfação agora confessada das necessidades dos boys locais, ficando demonstrado e confirmado, pelo vivo testemunho do autarca de Buarcos, o continuado comportamento político deplorável da estrutura local do PS.

Em vez de apostar em negócios, muito falados na praça pública e eticamente reprováveis, com alguns militantes do PSD, deveria a liderança do PS atender à sua generalizada desorganização interna e à revolta dos fundadores do seu próprio partido no nosso concelho.

As suas fracturas, as tendências e os sectores de interesse de grupo dentro do partido na Figueira, transformam-no numa federação de interesses pessoais que, em muito, prejudicam o normal funcionamento democrático dos órgãos eleitos e que representam as populações no seu todo. As demissões de vereadores no executivo, nomeadamente do cabeça de lista à Câmara e a não aceitação de pessoas que integravam a lista de início, levam a que o PS tenha sido obrigado a recorrer, para 4 eleitos, ao seu 14º candidato da lista para manter a sua representação na Câmara.

Ao contrário do PSD, que tem sido um partido defensor da estabilidade política e governativa na Câmara e que, no seu conjunto, está unido e a trabalhar de forma participada, o PS local, com tiques internos de autismo acentuado, não é, nem será, o partido de alternativa nas próximas eleições autárquicas, porque não tem credibilidade e só se tem ouvido por falar alto, em bicos de pés, mas sem qualquer projecto para a nossa terra.

O Presidente da Comissão Política Concelhia

Lídio Lopes

Última actualização ( 26-Mar-2009 às 02:46 )
Notícias Recentes
Inquéritos
Considera a variante de Tavarede uma obra fundamental para a Figueira da Foz?